A INCOERÊNCIA DO ATEU QUE RECLAMA O AMOR



Um ateu jamais deveria falar de Amor... isso é filosoficamente incoerente à sua perspectiva cognitiva, posto que, para ele, conquanto tudo no Universo provenha apenas de acasos acidentais, onde não existem absolutos morais e todo preceito comportamental seja apenas uma convenção social, em sendo assim, o amor se encaixaria como mais uma dessas criações da cabeça dos seres humanos.

Dessarte, fazer amor ou relacionar-se em Amor com outrem é algo complexo de significado e coerente somente para teístas. Para um ateu, seguindo da ideia de que nada no Universo traz um Sentido existencial intrínseco em si mesmo, logo, todas as sensações emocionais complexas que um teísta sente, automaticamente tornam-se apenas acidentes "evolutivos" do seu sistema nervoso, sem significado algum (que ocorreu aleatoriamente com alguma bactéria). Assim, restaria a conclusão: ateus apenas acasalam e seguem outros impulsos biológicos  "sem nexo algum", que neles existem por puro acaso do ilogismo.

A ideia do Amor (e de outros sentimentos profundos e valores subsequentes) está intrinsecamente ligada a ideia de Deus, de Leis Universais, de um Significado existencial, de um Sentido LÓGICO E INTELIGENTE para a vida.

Um ateu filosofando sobre Amor, Justiça, Respeito, etc. (como temos visto tantos hoje em dia - os ateus humanistas -) é tragicômico, pois, ou ele não entende sobre a profundidade da natureza desses valores, ou então, não sabe sobre as implicações filosóficas de se dizer ateísta.
Em um Espaço-Tempo inconsciente e regido apenas pelo caos e pela aleatoriedade (segundo ele mesmo), com que direito poderia EXIGIR d'outros respeito, ordem, justiça, gratidão, etc.? Como julgar alguém errado (em nível filosófico) por não seguir tais convenções de moderação comportamental?

Todavia, de um modo ou de outro, é alguém perdido em suas revoltas e desilusões... revoltas essas, quase sempre motivadas por não conseguir separar a ideia de Deus das distorções religiosas encontradas no mundo.

Lembre-se uma vez mais:  se amar, é justamente atribuir uma complexidade de sentido e significado à algum relacionamento, isso é oposto a ideia de uma existência casual. Portanto, ao teísta lhe é justo o falar em Amar, o falar em se construir significado pelo conectar-se da alma com d'alguma outra coisa. Todavia, ao ateu, sobra-lhe apenas o falar no seguir insignificante de impulsos biológicos instintivos e desconexos.
Dizer algo diferente é cometer suicídio intelectual provocado por incoerência aguda.

10 julho 2015.

Deus vive!

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