Ontem tive o enorme prazer de
participar da famosa Festa de Israel, que acontece todos os anos na Igreja Vale
de Benção, fundada por meu falecido tio. Fui a uma dessas festas há muitos anos
atrás, quando adolescente, todavia não mais nem lembrava bem como era.
Nossa! Fiquei maravilhado! Que
coisa linda! Quanta beleza singela! Sinceramente, talvez por não ser tão
envolvido no meio, foi gritante a diferença de percepção que me saltou aos
sentidos, quando do comparar das danças e festas da sociedade comum, para as
danças e festa que vivenciei lá. A leveza de emoções, a alegria inocente, a ausência
de maliciosidade sensual e vaidade narcisista tão comuns do nosso cotidiano, a
atmosfera de bem, de harmonia, de Comunidade... tudo foi realmente diferente, raro e muito
especial!
Nas danças, a presença de
crianças, jovens, adultos e também pessoas maduras; creio que não havia ali nenhum
“profissional” ou muito menos algum grande prêmio financeiro pelo qual “teoricamente”
valeria a pena os investimentos nas roupas, na armação das barracas, nos
materiais de teatro e principalmente, o empenho na montagem das coreografias e
ornamentações... só mesmo outros valores
justificariam tal tipo de dedicação e abnegação. Fico
imaginando o quão trabalhoso deve ter sido organizar tudo aquilo e cada apresentação
individual dos grupos, cheias de conteúdo espiritual, respeito às tradições e
de beleza artística.
Mas vou dizer, se a ideia era
impressionar os sentidos das pessoas que estavam assistindo em direção ao
enlevo da alma, A MISSÃO FOI PERFEITAMENTE CONCLUÍDA! Particularmente, afirmo
com toda convicção, que a harmonia e áurea de espiritualidade daquele momento me
tocaram profundamente. Ademais, ainda tiveram as comoventes manifestações de
gratidão à memória do pastor Fundador daquela grande Tribo, o amado reverendo
Darckson Lira.
Tudo o que vi, só reforça a opinião que tenho manifestado em debates que participo, no que tange ao assunto Religião: ora, é
verdade que extremos e distorções existem (não só no meio das religiões, mas em
todos os grupamentos humanos); é verdade que por vezes, certos dogmas poderiam
se dizer desencaixados da temporalidade evolutiva de nossos dias. Mas qualquer
um que negue a importância da religião na vida social do ser humano, que me
desculpe, é um tolo.
Quando se cresce dentro de
padrões da moralidade religiosa, por vezes, mais tarde, é possível fazer um ou
outro ajuste sem perder um norte existencial. No entanto, aqueles que nunca
tiveram uma base de moralidade teísta, quase sempre tornam-se como folhas
secas, sem substrato filosófico coerente, sem profundidade de percepção relativa as coisas da própria alma, sem raízes, sendo por isso levadas facilmente ao
vento de qualquer modismo "filosófico" que apareça.
Não há dúvidas que as boas
igrejas, a boa religião, continuam sendo um reduto de resistência dos melhores valores
da humanidade. Os que criticam, nada tem a oferecer no lugar... retirar Deus
da humanidade para trocar pela desesperança boba e arrogante do pseudo-cientificismo
ateu? Arrancar Jesus Cristo e seus valores pregados para substituir por Karl Marx
ou Freud? Ah! Por favor!
Mais uma vez, parabéns Tribo Vale de Benção! Tenho absoluta certeza que seu pastor os contemplou hoje do eterno e encheu-se de orgulho pelo que viu, e pela convicção de todos em manterem-se inabaláveis na continuidade do Legado. Foi realmente lindo!!!! (Dâmokles Lira)



Parabéns, Sensei Dâmokles Lira! Editorial perfeito tanto no que diz respeito a beleza, quanto aos valores morais e espirituais envolvidos e exaltados em todo o contexto da Festa de Israel 2015. OSS!!!
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